A ideia de uma Estação de Televisão no Riogrande.
Yuri Victorino


(1) O indiozinho da TV PIRATINI
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - MASCOTE CURUMIM.jpg
        
        Em 1955 Assis Chateaubriand trouxe equipamentos e equipe técnica da Tupi de São Paulo para Porto Alegre. Distribui receptores na praça da alfândega, em frente ao Clube do Comércio criando uma espécie de Show-room de circuito fechado. O objetivo dessa demonstração era vender ações para a implantação de uma futura emissora, a TV PIRATINI de Porto Alegre canal 5. Passaram-se quatro anos quando, durante o programa de auditório Quando os galãs se encontram, no ar na Rádio Farroupilha, Assis Chateaubriand dirigiu-se ao microfone, acompanhado de João Calmon, Ruy Rezende e Franklin Peres, e anunciou: “Em dezembro do próximo ano, vamos dar ao Rio Grande a primeira emissora de televisão, a TV Piratini”. O programa reunia pares românticos famosos, que faziam sucessos nas radionovelas do Estado na época. A partir daquele anúncio, uma equipe foi escolhida criteriosamente, junto à Rádio Farroupilha, para fazer estágio na TV Tupi do Rio de Janeiro. O grupo que partiu para o Rio de Janeiro contou com nomes como: Enio Rockenmbach, César Walmor Bergesch, Sérgio Reis, Nelson Cardoso, Érico Kramer, Athayde de Carvalho, Danúbio Fernandes, Jorge Teixeira, René Martins, que se juntaram a José Maurício Pires Alves, Fernando Miranda e Nelson Vaccari. Era a equipe básica da TV Piratini (SANTOS, 2009, p. 54).


(2) Aglomeração para assistir a novidade. Assis Chateaubriand na Praça da Alfandega.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Exibição de TV - 1954.jpg

        Na década de 1950, a Rede Tupi já havia instalado emissoras no Rio de Janeiro e São Paulo. Nos anos de 1960 pretendia montar novas emissoras de TV em Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Salvador. Entretanto deslocar profissionais das emissoras do Rio e de São Paulo para as novas seria inviável. Os custos seriam altos e não haveria pessoal suficiente. Para suprir a carência de pessoal qualificado, foi criado o Curso de Preparação de Equipes de TV, ministrado na TV TUPI do Rio de Janeiro.

(3) Equipe da TV Piratini voltando voltando para Porto Alegre, junto com alguns membros de outras equipes. Lá estão, entre alguns, João Souza Martins F., o Mecenas (de Salvador), o Péricles (do Rio de Janeiro) o Cambises Martins etc.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Equipe do RS para Curso de TV na TUPI - Rio de Janeiro 1959.jpg

O Jornal Diário de Notícias, durante o mês de novembro de 1959, anterior a inauguração da Piratini, publicou várias referências as ações que indicavam o início dos trabalhos da emissora. Foram assinaturas de contratos, visitas oficiais e de representantes do comércio e escolas. O início dos testes das transmissões e o alcance do sinal, além da visita de Assis nas instalações foram destaques em 1959.


(4) Publicitários e empresários em visita na TV Piratini 
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg



 (5) Instalações das antenas da TV Piratini 
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg



 
 (6) Primeiros testes da TV Piratini 
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 (7) Sinal da TV Piratini em Cachoeira do Sul
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 (8) Visita de Chateaubriand na TV Piratini dia 8 de novembro de 1959
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg



 (9) Chateaubriand na TV Piratini dia 8 de novembro de 1959
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg



(10) Escolas do RS e Santa Catarina em visita na TV Piratini - novembro de 1959
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg



(11) Empresas multinacionais de olho na Piratini em 1959
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg

Após o pronunciamento de Assis Chateaubriand, em Porto Alegre, iniciaram-se as reuniões para levar adiante a ideia da nova emissora. José de Almeida Castro, que era o diretor artístico da TV TUPI do Rio de Janeiro e Rui Rezende então diretor artístico da Rádio Farroupilha selecionaram um grupo de profissionais da rádio para fazer o Curso no Rio de Janeiro.

(12)Sérgio Reis fala sobre o Curso de Preparação de Equipes da TV da Tupi.  
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 1 - 1995.avi

José de Almeida Castro esteve nos Estados Unidos, em 1955 para fazer um curso de televisão. Lá desenvolveu noções técnicas e administrativas para a TV. Na época, a televisão brasileira era apenas uma transposição da rádio, pois não havia nem profissionais especializados e nem técnicas desenvolvidas para a televisão. Praticamente era um rádio visual. Enquanto, nos Estados Unidos, a indústria televisiva se apóia no cinema, no Brasil, ela será influenciada pelo rádio, do qual utilizará estrutura, adaptará formatos de programação e onde buscará recursos humanos (MATTOS, 2009).
Foram oferecidas 50 vagas para o Curso de Televisão, sendo que 16 para a TV PIRATINI de Porto Alegre; 16 para TV ITAPOAN de Salvador; 8 para TV TUPI do Rio de Janeiro; 6 para funcionários de agências de publicidade e 4 para demais interessados. Os alunos regulares, vinculados as Emissoras Associadas, ocuparam 40 vagas. 


(13) O Jornal Diário de Notícias equipe do Curso de Prep. de Equipes de Televisão no dia 15 de novembro de 1959.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg

Os aprovados assinaram um contrato de trabalho por três anos. As outras 10 vagas eram cedidas para alunos ouvintes que frequentaram as aulas teóricas e observaram as práticas.  O Curso durou três meses. As aulas começavam ao meio dia e terminavam no final da tarde. De segunda a quinta feira havia a exposição de matérias teóricas e sexta e sábado, recapitulação e debate. No primeiro mês, as aulas teóricas e observação de operação de equipamentos e funções, feitas através de visitas à emissora. No segundo mês as aulas teóricas eram acompanhadas sob a orientação de professores e as aulas práticas em circuito fechado de TV. Já no terceiro mês veio o trabalho prático onde eram realizadas as transmissões em circuito fechado. A prova final era pública. 


(14) O Jornal Diário de Notícias comunica a chegada da equipe de apoio 
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959. jpg.

Nos 10 últimos dias de aula, a partir da meia noite, a TV TUPI do Rio de Janeiro levou ao ar espetáculos realizados integralmente pelos alunos. A reação do público carioca, aprovaria ou não os novos profissionais. Para os alunos regulares, era feito um exame oral. Além do contrato de trabalho, em vigor com a aprovação no curso, os alunos receberam diplomas. O curso teve início no dia 10 de setembro de 1959. 
A o conteúdo do curso se sustentou em quatro pilares; 1) a introdução à Televisão – artística, técnica, comercial e administrativa, ministrado por José de Almeida castro; 2) Estética de Televisão – roteiro, produção, direção e realização, ministrado por Péricles Leal; 3) Seleção de Imagem – trabalho de suíte, técnica e estética, ministrado por Alcino Diniz; 4) Técnica de TV – eletrônica em geral, câmera, áudio, produção, vídeo, iluminação, ministrado por Herberto Gusman.
A equipe da Piratini foi ao Rio de janeiro já com as funções definidas. Composta do Chefe de Programação por Ênio Rockenback; Realizadores por Athayde de carvalho, Erico Cramer e Nelson Cardoso. Suítes por Sérgio Reis e Walmor Bergesh. Operador de Vídeo por Neide Marques. Operadores de Câmera por Jorge Teixeira e Renné Martins. Operador de Áudio por Ângelo Morais. Operadores de Projetor por Gilson Rosa e João Carlos Paiva e Iluminadores por Santo Avelino e Vital de Negreiros.


(15) Sérgio Reis fala sobre a função de Diretor de TV na Piratini.  
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 2 - 1995.avi

As especializações se resumiam em Realizador; que era o responsável pela direção de programas e redação ou adaptação dos textos. Chefe de Programação; que estudava o mesmo conteúdo dos realizadores. O Iluminador que colocava os spots e direcionava os panelões de luz para iluminar cenários, objetos e artistas e regulava a luz em busca dos efeitos solicitados pelo realizador. Nas coberturas externas, usava-se o equipamento de cinema. O Iluminador precisava conhecer os filtros e as características dos filmes. Nesta época não haviam videotapes. O Operador de Áudio fazia a sonoplastia, registrava as trilhas sonoras e efeitos e da operação de microfone. Havia operadores de estúdio que controlavam microfones móveis montados sobre pedestais, girafas ou do tipo boom. Os operadores de mesa de áudio eram responsáveis pelo nível e qualidade do som. 

(16) Erani da Silva fala sobre a operação de câmera na Piratini na década de 60. 
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-ERANI DA SILVA (ZAMBA) 01 - 1995. avi

O Operador de Câmera era o profissional que atendia as ordens do suite e do realizador, no estúdio ou na unidade de externa, enquadrando as cenas. Como não existia o recurso de zoom para aproximar ou afastar a imagem, era preciso aproximar ou afastar a câmera do objeto que se queria mostrar.(16) Para mudar a lente se tinha que girar o canhão de lentes. Futuramente com a invenção do conjunto de lentes Zoom, esta função tornou-se automática, sendo acionada por um seletor. O trabalho de Operador de Câmera exigia agilidade e precisão de foco.
(17) The Ladies - Jerry Lewis - Mostra os bastidores da Televisão em Set de gravação de TV em 1961.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SET DE GRAVAÇÃO TV Jerry Lewis - 1961.avi

Ainda havia o Operador de Projetor, que era quem manuseava o projetor, operava o telecine e o GT [Grey Telope]. O equipamento projetava cartões, filmes e fotografias. O Telecine era usado para exibir comerciais, filmes e reportagens dos telejornais. Também existia o Suíte, que hoje é conhecido como Diretor de TV. Este era responsável pela seleção das imagens e controlava a equipe dos estúdios e os operadores de câmera. Já o Operador de Vídeo era encarregado de controlar os equipamentos que regulavam os níveis de intensidade e brilho das imagens transmitidas.
        
(18) O Diretor de TV Sérgio Reis na Piratini nos anos 60.
Reprodução do autor. Disponíveis em: BR–CMIYV–CMIFCPRTV–FOTOS TVE-TV PIRATINI-Sérgio Reis-Diretor de TV-PB,10x08 - 1960.jpg

(19) O Operador de Vídeo Neide Marques na TV Piratini nos anos 60
Reproduções do autor. Disponíveis em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  OP. DE CCU - PB,10x08 -1960.jpg

No terreno onde estavam as antigas torres da Rádio Difusora de Porto Alegre, Assis Chateaubriand construiu o prédio da TV PIRATINI. O Prédio permanece praticamente sem alterações ainda hoje. Modificações internas foram feitas após a TVE assumir as instalações em 1981.
(20) Reprodução do original. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS CLAUDIA - CONSTRUÇÃO DA TV PIRATINI - PB,10x08 1958.jpg

A emissora começou a funcionar em caráter experimental, no final de novembro de 1959. O grupo de profissionais que partira da capital, em setembro do mesmo ano para estudar as técnicas de TV no Rio de Janeiro, inaugurou oficialmente a TV Piratini no dia 20 de dezembro. 


(21) Jornal Diário de Notícias. Inauguração da TV PIRATINI - 20.12.1959
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI  - RECORTE JORNAL DIARIO DE NOT. INAUGURACAO TVPIRATINI - 1959. jpg.

Os “dezesseis do Rio”, como ficaram conhecidos, eram profissionais jovens vindos do rádio que criaram conteúdos e se adaptaram às conquistas e dificuldades tecnológicas incorporadas paulatinamente ao universo televisivo durante os quatro meses de curso, que iniciaram a TV no Rio Grande do Sul. Assim, uma grande e fascinante perspectiva de profissões direcionada para o meio de televisão estava surgindo, “abrindo oportunidades interessantes para muita gente, artistas, jornalistas e técnicos, as pessoas que iriam descobrir e trabalhar na televisão” (BERGESH, 2010, p. 30)


Em menos de um mês, foi preciso montar uma equipe de técnicos, atores e administradores para levar ao ar uma programação com qualidade, equivalendo a das emissoras carioca e paulista. No final de novembro, algumas famílias de porto alegre já tinham instaladas em suas residências, o aparelho receptor. 


(22) Família contemplando a novidade em 1960.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FAMILIA ASSISTINDO TV - RECORTE DIARIO DE NOT- JAN. 1960. jpg

A TV Piratini de Porto Alegre e a TV Itapoan de Salvador foram as primeiras emissoras brasileiras que tiveram prédios construídos especialmente para as instalações de televisão. A emissora gaúcha possuía dois estúdios de 600 metros quadrados que servia para grandes produções. Havia um menor para os comerciais, além de cabine de locução, cabine para mesa de cortes e um depósito para adornos e cenários. Como as transmissões eram as vivo o espaço para montagem dos cenários tinha que ser muito grande. Alem disso, era preciso prever a circulação de um grande número de profissionais envolvidos.

(23) Estúdio Geral na TV PIRATINI em 1960.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - ESTÚDIO - JAN. 1960. jpg

Durante o mês de dezembro, foi possível captar a programação experimental realizada pela recém formada PIRATINI. Para tornar possível a boa recepção da imagem a emissora transmitia diariamente durante meia hora, a ilustração do indiozinho da Tupi. Através dela era possível ajustar a nitidez, o contraste e o brilho.

(24) Vinheta usada no início das operações da TV PIRATINI CANAL 5 DE PORTO ALEGRE em 1959. 
Reprodução do autor. Disponível em: EM: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- VINHETA TUPI-PIRATINI - 1959.avi

O aparelho de televisão, pelo alto preço, era um símbolo de status em 1959. Não diferente de hoje com as telas de plasma. Como poucos podiam adquirílas, vizinhos, parentes e amigos reuniam-se na casa dos felizes proprietários. Assim surgiram os televizinhos.

(25) VT Os Televizinhos produzido por Roberto Tieitzmann -1995.
Reprodução do autor: CD ROM - SOFTWARE MULTIMÍDIA "TV PIRATINI - OS ANOS HERÓICOS" 1995, ROBERTO TIEITZMANN. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-TELEVIZINHOS TV PIRATINI.1960.PB.16mm. avi.


(26) A jornalista Célia Aito fala sobre os televizinhos de 1960.
BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS - ENTREVISTAS Piratini – Celia Victorino televizinhos 1.avi



A Inauguração da Televisão Piratini Canal 5 de Porto Alegre.

(26a) FILME INSTITUCIONAL DA TV PIRATINI em 1959.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- institucional da TV PIRATINI-1959.avi

O Jornal Correio do Povo no dia 20 de dezembro de 1959 divulgou uma resumida nota sobre a inauguração. O periódico era um dos que competia pela atenção dos leitores, com o Diário de Notícias. O Diário era assim como a TV Piratini, empresa de Assis Chateaubriand.


(27) Edição do Correio do Povo do dia 20.12.1959.
Disponíveis em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – TVE - PIRATINI - REC.JORN. MCSHJC - CORREIODOPOVO - 1 - 20.12.1959 p17 detalhe.jpg.

(28) Edição Correio do Povo.
Disponíveis em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – TVE - PIRATINI - REC.JORN. MCSHJC - CORREIODOPOVO - 1 - 20.12.1959 p17 geral.
Original disponível no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa.jpg

(29) Ênio Rockembach diz o porque da TV Piratini possuir este nome.
VT Migração do autor. Disponíve em: http://www.youtube.com/watch?v=Z0qFSjP_t_g. avi

Alguns componentes da equipe que formataram a emissora, eram cariocas, mineiros e baianos, que vieram junto com os profissionais gaúchos que retornaram do curso de formação no Rio de Janeiro. Profissionais como José Ribeiro e Fernando Miranda adotaram a Piratini, assim como Carlos Cardoso, Odilon Lopez, Carlos Scheider, batista Filho, Salimen Júnior, Ernani Behs entre outros do teleatores, técnicos, artistas e jornalistas, ficaram em Porto Alegre após a inauguração da emissora. Posteriormente este grupo viveu e constituiu a história da televisão no Rio Grande do Sul.

(30) Sérgio Reis (E), Nelson Vaccari e Valmor Bergesch, diretores da TV Piratini em 1959. 300x225. avi.
Cópia do autor. Disponível em: http://portal3.com.br/wp/pai-da-tv-no-estado-fala-ao-portal3. jpg

A Piratini possuía cerca de 40 funcionários efetivos em 1960, entre animadores, técnicos, contra regras e profissionais especializados. Além deles trabalhavam recebendo cachê mais 50 profissionais ligados a Rádio Farroupilha, ao Teatro Amador, as Escolas de Ballet e a Conjuntos Musicais. Nas grandes produções do teleteatro o número de pessoas envolvidas chegava a duzentas, divididas entre atores, produtores, equipe técnica e figurantes. “Os quadros da Rádio Farroupilha desenharam sua programação, os programas de auditório do rádio passaram a ser televisionados, o radiojornalismo foi transplantado”, explica Kilpp (2001, p. 28),

(31) Flavinho e Carlos Schneider falam sobre as funções em 1960.
Migração do autor. Disponível em:BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Flavinho e Carlos Schneider 1 - 1995. avi.


Os assistentes de estúdio eram indispensáveis para o bom andamento do trabalho. Eram os representantes e porta vozes dos realizadores e suítes. Chamavam os atores para entrar em cena, organizavam os figurantes; encontravam objetos que faltavam para composição dos set's de gravação; resolviam os problemas de última hora e salvavam os atores e garotas propaganda em caso de esquecimento do texto. No estúdio eram eles que mandavam. Antônio Augusto Fagundes e Almircar Zabeletta, foram assistentes de estúdio.

(32) Carlos Schneider falam sobre as funções em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 2 - 1995. avi


A equipe de figurantes, cinegrafistas, contra regras e maquiadores, era responsável pela autenticidade dos espetáculos. Pesquisas histórias, garimpagem em museus e capacidade de improviso eram indispensáveis ao trabalho. Os assistentes de cenógrafo colocavam em prática as idéias dos cenógrafos Gilberto Ruiz Y de Diego e Emil Zelinsky. Um destes auxiliares foi Rubem Orzainque - o Chang - que mais tarde ajudou a montar os cenários de filme Spartacus, de Stanley Kubrick.


(33) Nelson Cardoso fala sobre as funções em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Nelson Cardoso 2 - 1995. avi.

O trabalho do maquiador era indispensável principalmente para o teleteatro. Com o calor e a luz dos estúdios, uma maquiagem mal feita poderia causar transtornos à encenação ao vivo. Era o profissional que aplicava diferentes tipos de produtos cosméticos, como base, rímel e sombras no rosto das pessoas, buscando deixá-las mais atraentes. Nem sempre mais bonitas. Fazia a caracterização dos personagens na simulação de envelhecimento ou na mudança nas feições do artista. A qualidade do trabalho era garantida pelo talento destes profissionais que usavam recursos um tanto quanto curiosos. Como o caso do uso de papel para simular cicatrizes.


(34) Dorival Cabrera fala sobre a maquiagem em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Dorival Cabrera 01 - 1995.avi.

Outra figura de extrema importância para a execução da programação, em especial para o telejornal era o operador de mimeógrafo. Se o operador não rodasse bem as páginas do script, ou se colocasse álcool demais, prejudicava a leitura das notícias. Como era comum os roteiros possuírem mais de 50 páginas, a leitura das notícias poderia se tornar uma tortura, caso fossem ilegíveis. A chamada para a contratação dos funcionários se dava através de anúncios no Diários de Notícias. Também a programação estava disponível em revistas.


(35) Revista TV SUL de 1963. A programação da TV PIRATINI.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI REVISTA TVSUL 01.08.1963.jpg.


(36) Jornal Diário de Notícias. Anúncio da TV PIRATINI - 20.11.1959
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI  - RECORTE JORNAL DIARIO DE NOT. chamada locut. apresentadora. TV PIRATINI - 1959. jpg

Nestes primeiros anos de TV no Brasil exibiam-se, além dos shows que repetiam modelos radiofônicos, teleteatros, telefilmes, seriados estrangeiros (especialmente norte-americanos) e também alguns programas cujos formatos foram diretamente inspirados na TV americana, como, O Céu é o Limite (perguntas e respostas), Gincana Kibon (brincadeiras e competições) e Esta é a sua vida (relato-homenagem de uma vida através de depoimentos de amigos e conhecidos). A programação da TV brasileira em seus primeiros anos é considerada como tendo sido elitista devido a apresentação, em teleteatros, de textos de teatro clássico e de vanguarda, e por apresentar também alguns programas de música erudita (REIMÃO,p. 69). 
A programação da Piratini se dividia em teleteatro, filmes e seriados, shows e entrevistas, esporte, publicidade e jornalismo. No dia seguinte à inauguração, 21 de dezembro de 1959, a TV Piratini canal 5 de Porto Alegre apresentou o roteiro de exibição definido. Das 17h até a meia noite mostrava teleteatros, jornalismo, shows, esporte e comerciais. Uma grande sinergia era necessária para que as transmissões acontecessem. Além dos programas locais e dos enlatados fílmicos estrangeiros, circulavam no Canal 5 programas produzidos no Rio-São Paulo e que eram reprisados nas capitais onde as Associadas tinham afiliadas, quase sempre com um apresentador local. Mantinham-se os quadros-programa e o elenco (que semanalmente percorria de avião o país), só que o programa adquiria um tom singular na figura do apresentador-âncora, especialmente no caso de shows ou entrevistas, nos programas de auditório. Os esquetes e seriados, de estúdio, às vezes viajavam com toda a equipe; às vezes substituía-se o elenco base por atores locais e os técnicos eram próprios também (KILPP, 2000, p. 41). Nos anos seguintes a programação da Piratini continuaria atrelada a da rede Tupi. Um exemplo foi O Show Willys 65.

(37) Audiência garantida no Show Willys.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - SHOW WILLYS 23.10.1965.jpg.


(38) Sérgio Reis fala sobre a sinergia na Piratini em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Sérgio Reis 03 - 1995.avi.

Ao mesmo tempo que o telespectador assistia em sua casa a uma cena de teleteatro, atores revezavam-se na frente das câmeras. Erros ou esquecimentos eram resolvidos no improvisto. Não existia o videotape. O Teleteatro trouxe para o vídeo os profissionais do Teatro Amador e das rádio novelas. Os atores de teatro tiveram que se habituar com os clouses, com as câmeras e a um rítmo frenético da televisão.(17) Entre eles estava Lilina Lemmert, Nelson Gainuca, Lurdes Elói e Guidi Edmads. Os rádio atores enfrentavam as marcações de cena, o figurino, a memorização dos textos, o cenário, as luzes e as pesadas câmeras. Eram contratados da Rádio Farroupilha e trabalhavam na televisão recebendo cachê. Strelow (2009) afirma que o surgimento da TV Tupi, e por consequência da Piratini, se deu em uma época em que o rádio era o principal veículo de comunicação de massa do país, com abrangência em quase todos os estados. Assim, a TV no Brasil teve como principal influência o rádio, uma vez que nesta época vivia-se a “Era Dourada” desse meio de comunicação, que se fazia presente em praticamente todas as casas no país. Desta forma, a TV ainda era tudo por se fazer, já que as pessoas achavam que ela seria o rádio com imagens. Entretanto, Bergesh (2010) ressalta que José de Almeida Castro, homem de confiança de Assis Chateaubriand sabia que eram universos totalmente diversos e que jamais se tocariam enquanto meios diversos de comunicação. O jeito então seria utilizar a estrutura, adaptar formatos de programação e onde buscar recursos humanos provenientes do rádio, porém com perspectivas e intenções diferenciadas. Eram outras as exigências, seria a outra a dinâmica, outros os valores estéticos, alguma coisa mais próxima do cinema, um tempo diferente, muito mais direto e ágil. Determinados cenários, atitudes, ações, não mais precisariam ser descritos ou sugeridos à imaginação porque poderiam ser vistos. A imagem economizaria as palavras, a percepção seria diferente (BERGESH, 2010, p. 25).
Mas voltando a programação da década de 1960, na Piratini já havia espaço para a gurizada. Aos sábados passava o Teatrinho Mesbla. O Clube do Guri Neugebauer era transmitido do auditório da Rádio Farroupilha aos domingos na matinê.

(39) Clube do Guri Neugebauer em 1960 na Piratini.
Cópia do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - CLUB DO GURI - ARI REGO 1960.jpg.

(40) Apresentadora Gracinda com entrevistada em 1961 na Piratini.
Cópia do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  GRACINDA com CAMERA - FOTO AUGUSTO F. CARNEIRO.PB,18x12. jpg.

Aos domingos, ao meio dia era a hora da Grande Comédia, atração com peças longas e familiares. Era na segunda feira o Grande Teatro Philips, com temas densos e dramáticos exibindo muitos figurantes e cenários elaborados. O espanhol Gilberto Ruiz y de Diego e o Húngaro Emir Zelinski eram os responsáveis pela cenografia.


(41) Nelson Cardoso sobre as dificuldades de se fazer TV em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Nelson Cardoso 3 - 1995.jpg

Entre os realizadores de teleteatro destacaram-se Nelson Cardoso, Érico Cramer e Atahyde de Castro. Eram responsáveis pela criação, adaptação dos textos, elaboração das plantas-baixas dos cenários, escolas dos atores e pela direção das peças. Os Suítes e os Realizadores tinham que trabalhar em equipe para que houvesse resultados positivos. Uma grande quantidade de pessoas era comandada por eles da sala de comando.

(42) Carlos Schneider, Marisa Fernandes e Luiz Carlos Magalhães contam como era feita a TV Piratini em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-Carlos Schneider, Mariza Fernandes e Luiz Carlos Magalhães - 1995.avi

A TV Piratini exibia filmes e seriados. Os seriados infanto juvenis faziam grande sucesso. Entre eles se destacava o semanal O Águia Negra, realizado na própria emissora.

(43) Zamba conta sobre o Águia Negra da TV Piratini em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- ERANI DA SILVA - ZAMBA 1 - 1995.avi.

A emissora exibia seriados estrangeiros como o Rin-Tin-Tin, Tarzan e Daktari. Esta programação tinha seu horário fixo. 

(44) Seriado Daktari episódio telecinado de 16mm, dublagem Rio som com certificado de censura. Disponível em:http://www.youtube.com/watch?v=7iMv8glpm9s.avi

Os shows musicais, comédias e entrevistas ocuparam boa parte da grade de programação. Grandes nomes da política e do mundo artístico eram trazidos do Rio de Janeiro e São Paulo. Havia uma espécie de rede itinerante de programas que ligava a rede. A Comédia Alô Doçura era apresentada por Marli Bueno em Porto Alegre e Eva Wilma no Rio e São Paulo. Com a chegada do videotape, o programa passou a ser exibido sem a apresentação local. Ainda nos primeiros anos da Televisão, os autores, diretores e técnicos recebiam muita influência da TV Americana. Em 1953 a TV Tupi resolveu adaptar o grande sucesso televisivo 'I Love Lucy'. Um seriado cômico baseado na vida conjugal de um casal, e na epopéia que é a vida a dois. A ambição da emissora era ter um programa que tivesse a seguinte estrutura: um humor leve e descontraído, histórias com pouca duração e o principal, um casal de grande empatia do público. A primeira investida foi com o mais badalado casal daqueles tempos: Anselmo Duarte e Ilka Soares. 


(45a) A Comédia Alô Doçura com John Herbert e Eva Wilma em 1960
Reprodução do autor. Disponível em: http://eva.wilma.blogspot.com.jpg

(45b) A Comédia Alô Doçura com John Herbert e Eva Wilma em 1960
Reprodução do autor. Disponível em: http://eva.wilma.blogspot.com.jpg

Os dois atores eram a atração nacional da época. O seriado não vingou porque, segundo a própria Ilka Soares, Anselmo não conseguia decorar o texto (pois a dinâmica ao vivo era muito diferente da do cinema, na qual ele estava acostumado). E também o casal estava pra lá de ocupado, um programa na Rádio Record que era líder de audiência, muitas festas à comparecer e muitos filmes em vista. Imediatamente a Tupi escalou outros dois novos atores, Mário Sérgio (galã da companhia de cinema Vera Cruz) e Eva Wilma, uma jovem atriz que era uma promessa no cinema. Algumas edições depois, o programa chamado de "Alô, Doçura!", já era sucesso. Dirigido por Cassiano Gabus Mendes, a atração também tinha influências do rádio, já que seu pai Octávio Gabus Mendes criara um programa que trazia praticamente a mesma fórmula. Em 1954, o ator Mário Sérgio deixou o seriado. Mário foi substituído por John Herbert, outro jovem ator que também começara nas comédias do cinema brasileiro. O personagem caiu como uma luva para o ator. E o programa seguiu fazendo enorme sucesso. A química entre o casal era tanta, que os dois chegaram a se casar em 1955. O que trouxe ainda mais empatia com o grande público, que o apelidou de 'Casal Doçura'. Na Piratini esta foi a formação que veio ao ar em 1959. O programa durou até 1964, depois algumas pequenas interrupções e eventuais substituições, já que quando Eva Wilma engravidou, Marly Bueno assumiu o seu lugar.

(46) Comédia Romântica Alô Doçura - 1959 - Exibida na Piratini
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vEh7J7hQ4c4. avi

No domingo na Piratini às 20h, havia o Grande Show Walig, apresentado por Gudi Edwards e por Margarida Spessato. A produção era de Fernando Miranda e de José Maurício. Tinha a duração de duas horas. Apresentava bailarinos e conjuntos musicais como os Farroupilhas e Flamboyant. Outras atrações como os grupos de rock eram bem vindos. Havia também o TV SAMBA de Saião Lobato e o Festa Brasil Dreher com Geórgia Gomide e Joel de Almeida.


(47) O TV SAMBA NA PIRATINI COM APRESENTAÇÃO DE SAYÃO LOBATO. 
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - SAYAO LOBATO -TV SAMBA 01.jpg

(48) FESTA BRASIL DREHER COM GEÓRGIA GOMIDE JOEL DE ALMEIDA
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FESTA BRASIL DREHER GEÓRGIA GOMIDE JOEL DE ALMEIDA- PB,18x12.jpg

(49) Grande Show Wallig atração garantida no Canal 5 em 1961.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI- CARTAZ GRANDE SHOW WALITA -1961.jpg


(50) The Claytons no Canal 5 em 1967.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - The Claytons Morro Santa Tereza - 1967.jpg



(51) Carlos Schneider e Ênio Rockembach falam sobre os eventos.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 2 - 1995.avi

Nas tardes dos sábados, em conjunto com a Rádio farroupilha, Selimes Júnior apresentava o programa de auditório Vesperal Farroupilha, que foi ao ar das 14h as 16h. Outro programa apresentado por Selimes era o Sim ou Não. Havia ainda um outro semelhante que se chamava Agarre o que Puder apresentado no auditório da Rádio por Renato Cardoso. 


(52) Programa Saliman Jr. Elis Regina e Conjunto Norberto Baldalf. 
Reprodução do autor. Original do MUTUCA em: http://www.myspace.com/mutuca/photos/12353909.jpg.


(53) Carlos Schneider fala sobre os eventos.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 3 - 1995.avi.

As crianças também tinham os seus programas. O Patrulheiro Toddy, vivido por Gudi Edmunds, fazia brincadeiras, presenteava e dava conselhos. Era apresentado durante os intervalos das séries de aventura. Nos fim de semana o Clube do Guri.
(54) Patrulheiro Toddy nos intervalos.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  PATRULHEIROS TODDY PB.jpg

Na programação também havia esportes. A partir de 1960, com as câmeras de TV saindo do estúdio para cobrir, em externas, jogos de futebol, também o fato jornalístico passou a ter a possibilidade de seus profissionais saírem às ruas para a realização de matérias. As matérias, porém, eram especiais e raras, feitas com câmeras de cinema de 16mm (Aurikon ou Bell Howell.). Utilizava-se também filmes de arquivo, que as emissoras começavam a formar, ou filmes emprestados por consulados estrangeiros e entidades culturais. Essas imagens, quase sempre, tinham uma participação neutra aos fatos, como por exemplo, se a notícia fosse ocorrida no Cairo (Egito), o filme exibido dava uma visão geral da cidade egípcia sem qualquer ligação com o acontecimento noticiado. Os eventos esportivos marcaram época na TV Piratini com o programa Conversa de Arquibancada, que era o programa de debates entre jornalistas, cartunistas, dirigentes e torcedores de futebol. No Conversa de Arquibancada os participantes ficavam numa arquibancada montada no estúdio. Como os debates eram acirrados e revelações eram feitas a respeito dos clubes, o sucesso junto ao público foi grande. Tinha a apresentação de Batista Filho e Guilherme Siberberg.


(55) Renato Cardoso e Batista Filho falam sobre o Conversas de Arquibancada.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Renato Cardoso e Batista Filho - 1995.avi.

Mas os esportes não se resumiam em futebol. Havia a necessidade de criar programas de baixo custo de produção e que ao mesmo tempo fossem atraentes. A equipe de esportes da Piratini buscou soluções inovadoras. Uma elas foi a criação do programa Teleringue, que exibia lutas de box e posteriormente luta livre, apresentado por Elton Macedo. O apelo do Teleringue futuramente passou a ser apresentado na TV Gaúcha canal 12, com o nome de Ringue 12.

(56) Box na Piratini - Teleringue - Recorte do Diário de Notícias
Reprodução do autor - Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Teleringue - 1961.jpg


(57) Renato Cardoso fala sobre o Teleringue.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Renato Cardoso - 1995.avi.

A Piratini também se aventurou no automobilismo. As dificuldades técnicas e a falta de equipamentos eram superados pela improvisação de unidades móveis em gipes e kombis. Havia a Unidade de Externas que ficava instalada num ônibus FNM. As transmissões eram feitas por Carlos Schneider.


(58) Equipe de externas cobrindo as carreteiras na zona sul de porto alegre.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  caminhão de externa Piratini PB..jpg




(59) Carlos Schneider fala sobre as transmissões das corridas.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 4 - 1995.avi.



(60) Imagens originais das carreteiras filmadas em 8mm em 1964
Filme original do autor. Disponível emhttp://www.youtube.com/watch?v=kauO_5wet_s.avi

A Publicidade era um espetáculo a parte na época da tv ao vivo. Com o custo do filme era muito alto, quase todos os comerciais eram transmitidos ao vivo direto dos estúdios. Os realizadores e suítes criavam e dirigiam as peças publicitárias, utilizando garotas propaganda, que muitas vezes faziam mais sucesso que os próprios produtos.


(61) Garota Propaganda na Piratini.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  COMERCIAL AO VIVO LAVAROUPA WESTINGHOUSE - PB,18x12.jpg


(62) Garota Propaganda Margarida Spessato na Piratini em 1960.
Reprodução do autor. Disponível em:BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - garota prop Margarida Spessato. PB 18x24.jpg

(63) Foto Comercial da Aviação REAL no Aeroporto São João de porto alegre.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  Avião da REAL PB.jpg



(64) Odilon Lopez e os comerciais da PIRATINI em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 2- 1995.avi

Quando o comercial vinha em filme, cabia ao operador de telecine colocá-lo no ar no horário previsto. Mas não era tão simples. Os comerciais tinham duração variável e eram entregues ao operador em filmes separados. A correria era grande. O autor deste blog desempenhou esta função na extinta TV Guaíba de Porto Alegre operando um Telecine RCA. A programação era quase que na totalidade gerada através do telecine. Na Guaíba o equipamento funcionou até meados dos anos 90.


(65) Carlos Schneider fala sobre os comerciais.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 4 - 1995.avi

Entre os principais anunciantes, estavam a Wallig e a Geral, que fabricavam fogões à lenha e a gás, as companhias de aviação Varig e a Panair, as geladeiras frigidaire, o achocolatado Toddy, lojas Renner, Hermes Macedo e a revendedora de automóveis Apiavama.

(66) Ênio Rockembach e Carlos Schneider falam sobre os comerciais.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Ênio Rockembach e Carlos Schneider - 1995.avi.

Os comerciais dividiam os espaços da emissora com os programas regulares. Às vezes os cenários usados nos informes publicitários chegavam a ocupar um estúdio inteiro. 

(67) Flávio Goulart fala sobre a correia e ocupação dos estúdios na Piratini.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Flávio Goulart  2- 1995.avi

As produções ao vivo exigiam muito ensaio. Mesmo assim os imprevistos aconteciam. Anunciadoras esqueciam os textos e pratos inquebráveis eram partidos. Os acidentes eram encarados com simpatia pelo público que estava encantado com a tv.


(68)Sérgio Reis fala sobre os comerciais.  
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 4 - 1995.avi

O telejornalismo na década de 1960, principalmente nos primeiros anos, era muito rudimentar, com notícias mais lidas que ilustradas e todas, ou a maior parte delas, calcadas no noticiário dos jornais impressos (era o que os profissionais chamavam ironicamente de gilete-press, ou seja, notícias recortadas do jornal). Não havia ainda uma equipe de TV especializada para fazer a cobertura do acontecimento, pois como a TV Piratini pertencia à empresa de comunicação Diários e Emissoras Associados, que possuía várias rádios e o jornal Diário de Notícias, a emissora utilizava sempre notícias e profissionais desses jornais, que possuíam recursos (material e equipe) para a realização de coberturas jornalísticas. As matérias do telejornal eram lidas pelo apresentador no estúdio, em postura extremamente formal e com locução num estilo radiofônico. Algumas vezes, tanto a informação como as entrevistas serviam de socorro para a programação, sendo esticadas para dar tempo à troca de cenários de outras atrações ou para permitir que um defeito técnico pudesse ser reparado, como por exemplo, o pife de uma câmera, de um spot de iluminação, etc. Nesse sentido, assemelhavam-se aos comerciais, que também eram colocados no ar repentinamente ou esticados em sua duração, para socorrer eventuais problemas. O telejornalismo na Piratini também dispunha de poucos recursos para transmissões externas. Era preciso no mínimo 72 horas de antecedência para planejamento de um evento. Em cobertura de eventos especiais, montava-se unidades com geradores próprios de energia, e estruturas gigantescas que envolviam um grupo complexo de pessoas e equipamentos para a realização. Foi como aconteceu na festa da uva em Caxias do Sul, no ano de 1962.


(69) TELEFOTO da Equipe da TV PIRATINI na Festa da Uva em 1962
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Festa da Uva UP1 PB TLFTO.jpg.

(70) Flávio Goulart e Renato Cardoso falam sobre o batismo de fogo da TV PIRATINI.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-Flavinho e Renato Cardoso- 1995.avi


O chefe de jornalismo era José Erasmo Nascente, também conhecido como Capitão ou Pinguim, assessorado por Lauro Schirmer. A equipe de redatores era formada por Werner Becker, Ibsen Pinheiro, Carlos Fehlberg, Carlos Bastos, Marino Boeira, João Ferreira Neto, Vicente Soares, entre outros. A pauta da reportagem era definida em comum acordo entre toda a equipe. 
(71)Sérgio Reis fala sobre o jornalismo.  
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 5 - 1995.avi

Os Repórteres Cinematográficos iam com suas câmeras de filme 16mm para as coberturas jornalísticas atuando também como repórteres. Além das imagens coletavam dados para que se produzisse a telenotícia. Saíam para a externa com poucos minutos de filme para registrar as imagens. Os filmes eram caros e as câmeras não suportavam a gravação de tomadas muito longas. Geralmente o filme captado bastava para definir a estrutura das reportagens. Foram repórteres cinematográficos: Odilon Lopez, Carlos Milo, René Ruduit, Gilberto Boeira, Adalberto Prays, Paulo Jorge de Souza e os Irmãos Pereira Dias. Formaram a base da linguagem do cinejornalismo gaúcho e posteriormente a das imagens do telejornalismo eletrônico. Adaptaram a linguagem de câmera do cinema para a televisão e criaram uma legião de repórteres cinematográficos e cinegrafistas que os sucederam. Este jornalista que escreve pra você é um deles. Comecei a trabalhar em televisão por influência de Odilon Lopez. 



(72) Odilon Lopez e os poucos recursos do telejornalismo de 60.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 3- 1995.avi

Os fotógrafos e os chargistas tinham uma função importante na Emissora. Pela dificuldade de captar imagens, os telejornais utilizavam cartazes e slides para ilustrar as matérias e divulgar a programação. Na época a ditadura, quando a censura era ativa no Brasil, às emissoras de televisão era imposta a divulgação do certificado de censura para a exibição de determinado programa para o horário que se queria exibir. Estes certificados eram fotografados em slides e colocados no ar através dos telecines. Havia uma grande demanda na produção destes slides  para cumprir a legislação de censura vigente na época. O húngaro Peter Brondi era um dos fotógrafos da Piratini. Entre os cartunistas destacaram-se Sampaulo e Sampaio, que também atuavam no Jornal Diários de Notícias dos Diários e Emissoras Associadas.


(73) Charge de SamPaulo publicado no Diário de Notícias em 8 de novembro de 1959
Reprodução do autor. Disponível no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa - Setor de Imprensa - Jornais Raros.jpg

Sem dúvida alguma o mais conhecido dos informes jornalísticos foi o Repórter Esso. O programa inicialmente foi criado para rádio, direcionado a propaganda da guerra americana voltado ao povo brasileiro. Iniciou sua atividade em 1941 apoiado pelo presidente Getúlio Vargas e sob a orientação do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP. Foi um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações, com a imposição do pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos. O noticioso incluía em suas várias edições diárias, uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial. Na Piratini, o programa ia ao ar as 20h. Foi dirigido por Carlos Martins e o apresentador do quadro era Elmar Hugo Schumacher. Os primeiros telejornais gaúchos, de acordo com Rüdiger (1998), se caracterizavam pelo excesso de falas e pobreza de imagens, devido às dificuldades técnicas existentes e ao alto custo de produção – a programação da TV era pouco atraente para o grande público, como de resto parecia ser toda a programação da televisão nos primeiros tempos. Posteriormente a Esso determinou que o noticioso tivesse o perfil progressivamente modificado, restringindo o noticiário internacional a fatos relevantes com ênfase nas noticias locais e nacionais. Um rigoroso Manual de Produção proibia o envolvimento do noticioso em polêmicas e fatos desimportantes. O esporte, especialmente futebol, passou a ocupar expressiva quota na seleção das noticias. Os dirigentes nos estados eram contratados pela agência de propaganda da Esso Brasileira de Petróleo, McCann-Erickson, que pagava seus salários repassados pelas emissoras de televisão da rede. As imagens externas eram transmitidas em filme 16mm e provenientes da United Press International (UPI), que produzia o programa informativo. O material chegava sempre com atraso de no mínimo 5 dias. As notícias tinham outra velocidade ao serem divulgadas. Os recursos eram restritos se comparados aos de hoje.

(74) Sergio Reis e Carlos Schneider falam sobre o Repórter Esso.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Sergio Reis e Carlos Schneider 3- 1995.avi

(75) Repórter Esso. Um para casa Emissora.
Disponível em: www.youtube.com/watch?v=O51qmZeJh4g.avi

O noticioso local apresentado pela Piratini era o Diário de Notícias na TV. Na produção estavam Celestino Valenzuela e Aírton Fagundes. Na apresentação o próprio Valenzuela e Almir Ribeiro. O programa estava ligado aos eventos da comunidade de Porto Alegre. Transmitia festas populares e acontecimentos sociais.


(76) Script do telejornal Diário de Notícias doado ao autor por Odilon Lopez
Imagem do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -script piratini Diário de Notícias 8.2.69 lauda 1.jpg


(77) Odilon Lopez e Telejornal Diário de Notícias na TV.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 4- 1995.avi

Mas para que tudo isso acontecesse era imprescindível, como ainda hoje, a utilização dos recursos técnicos. Na sala do comando, junto ao suíte, o operador do projetor Bell Howell coordenava o telecine, o GT e os slides. O Telecine da marca RCA Victor, projetava os filmes. O GT introduzido na televisão pela Piratini projetava cartões e fotografias e possibilitava a fusão de imagens. O slide era muito utilizado nos programas de turismo como o Varig convida  apresentado por Ernani Behs.


(78) Patrocínio no programa Varig Convida de Ernani Behs no Diário de Notícias.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – Varig Convida.jpg


(79) Telecine da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - telecine Piratini 1 - slide 1992,jpg

(80) Telecine usado pela Piratini, o mesmo modelo do slide.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - telecine da Piratini - 18x23 pb.jpg

As câmeras utilizadas nos estúdios eram da RCA Victor. Como não existia zoom nas câmeras, os operadores precisavam trocar as lentes e ajustar o foco manualmente, durante a transmissão ao vivo. A rapidez era fundamental. Os slides vistos abaixo, com imagens das câmeras, foram tiradas pelo autor quando em 1992 levava suas turmas de publicidade em visitação ao extinto Museu da TVE. Mais uma vez alerto para que haja o resgate dos documentos e objetos da instituição que se encontram cedidos ao Museu de Comunicação Hipólito José da Costa. A Fundação Cultural Piratini é detentora deste patrimônio e a ela cabe sua guarda. A criação do Centro de Memória e Informação será a resposta responsável para a degradação deste e de outros bens culturais. Em respeito aos princípios de procedência e originalidade da Arquivística.

(81) Imagem parcial do Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - slide 1992.jpg


(82) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 2 Piratini - slide 1992.jpg


 (83) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 3 Piratini - slide 1992.jpg


  (84) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 3 Piratini - slide 1992.jpg


 (85) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 4 Piratini - slide 1992.jpg

(86) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 5 Piratini - slide 1992.jpg


(87) Carrossel da RCA da Piratini em 1960.

Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carrossel de lentes - 1995.avi.


(88) Zamba conta sobre o Zoom em 1960.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- ERANI DA SILVA - ZAMBA 2 - 1995.avi.

As filmagens ou transmissões fora dos estúdios não contavam com equipamentos de áudio. Só era possível fazer transmissões sonoras em condições especiais. Para captação do audio nas externas, os microfones foram adaptados dos estúdios de rádio para a TV. Os microfones móveis eram montados sobre pedestais chamados de girafas ou booms. Os técnicos que operavam os equipamentos seguiam as solicitações do suíte e do realizador. O Diretor de TV tomava as decisões finasi sobre as imagens e os sons que deveriam ir ao ar. 


(89) Ivete Brandalise em off.
Reprodução do autor. Disponível em: www.carosouvintes.org.br/blog/?cat=98&paged=144.jpg.

Outro recurso usado nas transmissões externas era gerar imagens e descreve-las através de locução. Nasciam os famosos OFF's, também conhecidos por Fora de Quadro, ou FQ. As partidas de futebol, as corridas de automóveis e demais competições esportivas ainda hoje são assim transmitidas.  Alguns dos poucos efeitos eletrônicos em vídeo, que eram possíveis produzir, foram gerados por equipamentos chamados CCU - Camara Control Unity. Eles possibilitavam modificar a imagem de positivo para negativo, alem de outras interferências.

(90) Em primeiro plano um dos CCU's usados na Piratini no extinto Museu da TVE.
Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - GERAL - slide - 1992.jpg

(91) TELEFOTO da Equipe da TV PIRATINI no Diários Associados Zona Sul de Porto Alegre em 1961
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - UP2 PB 18x24.jpg.

(92) Carlos Schneider fala sobre fazer televisão ao vivo.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 6 - 1995.avi

Os laboratoristas da Piratini, responsáveis pela revelação dos filmes, faziam verdadeiros milagres para tornar possível a transmissão dos telejornais e outros programas. Tinham que improvisar a edição dos filmes além da secagem. Era quase artesanal o processo de revelação.

(93) Odilon Lopez e a revelação das películas.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 5- 1995.avi

O Videotape difundiu-se no início da década de 60 quando as empresas Bosch e Ampex fizeram acordo para lançamento mundial. O Videotape chegou ao Rio Grande do Sul no início de 1960, tornando-se lenda para o pessoal da técnica e despedida para a alguns da produção local. Na Piratini tiveram que quebrar as paredes para que o equipamento RCA entrasse na emissora.
(94) Flávio Goulart fala sobre a chegada do vt na Piratini.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Flávio Goulart - 1995.avi

(95) VT RCA Quadruplex usado na Piratini e posteriormente na TVE.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=3mngsGDjD5U.avi

Aos poucos o videotape foi ocupando o espaço dos teleteatros, dos comerciais e slogans ao vivo. A economia que esta tecnologia representava e o surgimento da Empresa Brasileira de Telecomunicações foram as responsáveis pela substituição gradativa de produção local pelo sistema de rede. Outro problema em relação ao videoteipe era o atraso com que muitas cópias chegavam a regiões periféricas, como o Rio Grande do Sul, fazendo com que, por exemplo, um capítulo de novela fosse repetido por vários dias ou que um programa anunciado fosse, na última hora, substituído por outro. Até 1967 os programas locais ao vivo foram diminuindo enquanto os enlatados começavam a adquirir notoriedade. 


O período de 1964 a 1975 corresponde à etapa de desenvolvimento da televisão brasileira, caracterizando a fase em que a televisão deixa o improviso de lado e torna-se cada vez mais profissional. Trata-se da fase populista da TV no Brasil, na qual ocorre o barateamento dos aparelhos e a consequente ampliação do acesso a eles. Nesse período, iniciam as obras de ampliação e modernização do sistema de telecomunicações no País, o que permitiu o surgimento das redes de televisão, que passaram a ter influência de abrangência nacional na promoção e venda de bens de consumo de larga escala. A maior rede de televisão do Brasil, a Globo, surgiu em 1965, com o respaldo financeiro e técnico do grupo americano Time/Life (MATTOS, 1990, p. 15).

(96) Dorival Cabreira fala sobre o efeito que o videotape teve sobre a Piratini.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Dorival Cabreira 2 - 1995.avi


(97) Carlos Schneider fala sobre sua trajetória na Piratini.
Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 7 - 1995.avi

Nos primeiros anos da televisão no Brasil, as emissoras que possuíam afiliadas, mantinham uma estrutura de rede de emissoras, diferente da estrutura atual. Hoje todo o conteúdo produzido pode ser transmitido via satélite, ou através das redes de cabos de fibra ótica em alta velocidade. Nos anos 60 a estrutura de rede que dispunham não contava com a transmissão via satélite. A programação da TV TUPI era gravada em fitas Quadruplex e circulava pelo país em dias diferentes. Na PIRATINI de Porto Alegre, afiliada da TUPI, os programas chegavam a ter a defasagem de exibição - se comparada a TUPI do Rio de Janeiro - de 5 dias. A equalização das transmissões só acontece, primeiramente, com a instalação da rede de micro-ondas e futuramente com a utilização de satélite pela Embratel. Durante a ditadura militar, os meios de comunicação foram controlados através da censura, agravada com o Ato Institucional no 5, de 1968, da outorga de concessões a organizações confiáveis e da distribuição de verbas publicitárias. Foram criadas estruturas para transmissões nacionais, a partir da inauguração do sistema de microondas, em 1967, e a cores, em 1972, ao lado de instrumentos regulamentadores da atividade midiática (BRITTOS, 1998).

(98) Anúncio da revista O Cruzeiro da TV PIRATINI
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - O CRUZEIRO PB 18x24.jpg.

A década de 1980 inicia com o fechamento da TV Piratini, que foi cassada com as demais Associadas. O Condomínio Associado estava insolvente desde 1979, suas concessões de TV estavam vencidas e não poderiam ser renovadas, porque a lei exigia que as empresas estivessem com os impostos em dia, sem pendências trabalhistas ou processos na Justiça. Em 16 de julho de 1980, um decreto assinado pelo presidente João Baptista Figueiredo cassou a concessão da TV Tupi, de São Paulo, que completaria 30 anos em dois meses. Mais seis emissoras do Condomínio foram cassadas, entre elas, a TV Piratini (CRUZ, 2008). A partir de 1981, o canal que ocupava, o 5, passou para o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). No mesmo ano de 1980, Em seus momentos finais, a Piratini reduziu a programação local a minguados 5%. “Disputando um mercado cada vez mais competitivo e localmente restrito, as nossas emissoras passaram cada vez mais a veicular através de si, como um canal mesmo, as imagens globais que já não nos surpreendem”, afirma Kilpp (2000, p. 55 e 56). Em 1981 as instalações são tomadas por uma missão da jovem Televisão Educativa Canal 7 de Porto Alegre. Mas esta é outra história que em breve conto pra você.


(99) Entrada da TV Piratini na década de 1960. Ponto turístico de Porto Alegre
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FACHADA JOVENS FOTO Jonatas Dornelles. jpg

(100) Entrada da TV Piratini em 1963. Ponto turístico de Porto Alegre
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FACHADA Família. jpg

(101) Entrada da TV Piratini em 1978.
Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FACHADA 78.jpg


Algumas das fontes utilizadas nesta publicação remetem ao CD ROM: Tv Piratini Anos Históricos, patrocinado pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul na década de 1990 do século passado. Também a importante contribuição de A Televisão chega ao Rio Grande do Sul: Breve Histórico da TV Piratini de Aline Strelowy. Outras foram produzidas pelo autor ou reproduzidas de museus ou ainda disponíveis na internet.

Obrigado por ler este documento. Divulgue para que a memória coletiva fique ativa. Credite seus produtores.


Yuri Victorino
outubro -2011



Referências:
  • ALMEIDA, André Medeiros de. Mídia eletrônica - seu controle nos EUA e no Brasil, Rio de Janeiro:      Forense, 1993.
  • BALOGH, Anna Maria. O Discurso Ficcional na TV: sedução e sonho em doses homeopáticas, São Paulo: EDUSP, s/d.
  • BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de Telejornalismo: os segredos da notícia na    TV, Rio de Janeiro: Campus, 2002 
  • BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
  • BOURDIEU, Pierre. Sobre A Televisão, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.  
  • CÁDIMA, Francisco Rui, O Fenómeno Televisivo, Círculo de Leitores, Lisboa, 1995
  • BRIGGS, A.; BURKE, P. Uma história social da mídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
  • BRITTOS, Valério Cruz. A televisão no Brasil hoje: A multiplicidade da oferta. Trabalho apresentado no CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO (INTERCOM), 21, Recife, set. 1998.
  • COSTA, A.; SIMÕES, I.; e KEHL, M. R. Um país no ar. São Paulo: Brasiliense, 1986.
  • CRUZ, Renato. TV digital no Brasil: Tecnologia versus política. São Paulo: Senac, 2008.
  • KILPP, Suzana. Apontamentos para uma história da televisão no Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Unisinos, 2001.
  • MATTOS, Sérgio. História da televisão brasileira. Petrópolis: Vozes, 2009.
  • —. Um perfil da TV brasileira. Salvador: Abap, 1990.
  • —. A televisão no Brasil: 50 anos de história (1950-2000). Salvador: Ianamá, 2000.
  • MELO, José Marques de. Televisão brasileira: 60 anos de ousadia, astúcia, reinvenção. São Bernardo: UMESP, 2010.
  • MORAIS, Fernando. Chatô: O rei do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
  • REIMÃO, Sandra (org.). Televisão na América Latina. São Bernardo do Campo: UMESP, 2000.
  • REIS, Sérgio. Making of – Histórias bem humoradas dos primeiros anos do rádio e da TV. Porto Alegre: Artes & Ofícios, 1995.
  • ROITER, Ana Maria & TRESSE, Euzébio da Silva. Dicionário técnico de TV, São Paulo: Globo, 1995.
  • RÜDIGER, Francisco. Tendências do jornalismo. Porto Alegre: UFRGS, 1998.
  • SANTOS, Carla. Salimen – Uma história escrita em cores. Porto Alegre: AGE, 2009.
  • SARTORI, Carlo. O olho universal In
  • GIOVANNINI, Giovanni. Evolução na comunicação. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.
  • SIMÕES, Inimá. TV à Chateaubriand. In
  • TIEITZMANN, Roberto. CD ROM - SOFTWARE MULTIMÍDIA "TV PIRATINI - OS ANOS HERÓICOS" 1995.
  • XAVIER, Ricardo & SACCHI, Rogério. Almanaque da TV: 50 anos de memória e informação, Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.

Outras fontes: 
  • http://lealevalerosa.blogspot.com/2010/04/canais-de-tv-em-porto-alegre.html
  • http://www.bocc.ubi.pt/pag/strelow-aline-a-televisao-chega-ao-rio-grande-do-sul.pdf



Ilustrações e videos:
  • (1) O indiozinho da TV PIRATINI - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - MASCOTE CURUMIM.jpg
  • (2) Aglomeração para assistir a novidade. Assis Chateaubriand na Praça da Alfandega.- Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Exibição de TV - 1954.jpg
  • (3) Equipe da TV Piratini desembarcando no Rio de Janeiro em 1959 para o curso de TV - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Equipe do RS para Curso de TV na TUPI - Rio de Janeiro 1959.jpg
  • (4) Publicitários e empresários em visita na TV Piratini - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (5) Instalações das antenas da TV Piratini - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (6) Primeiros testes da TV Piratini - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg 
  • (7) Sinal da TV Piratini em Cachoeira do Sul - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (8) Visita de Chateaubriand na TV Piratini dia 8 de novembro de 1959 - Rep. do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (9) Chateaubriand na TV Piratini dia 8 de novembro de 1959 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (10) Escolas do RS e Santa Catarina em visita na TV Piratini - novembro de 1959 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (11) Empresas multinacionais de olho na Piratini em 1959 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (12)Sérgio Reis fala sobre o Curso de Preparação de Equipes da TV da Tupi - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 1 - 1995.avi
  • (13) O Jornal Diário de Notícias equipe do Curso de Prep. de Equipes de Televisão no dia 15 de novembro de 1959. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959.jpg
  • (14) O Jornal Diário de Notícias comunica a chegada da equipe de apoio  - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Diário de Notícias - 1959. jpg.
  • (15) Sérgio Reis fala sobre a função de Diretor de TV na Piratini.  - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 2 - 1995.avi
  • (16) Erani da Silva fala sobre a operação de câmera na Piratini na década de 60.  - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-ERANI DA SILVA (ZAMBA) 01 - 1995. avi
  • (17) The Ladies - Jerry Lewis - Mostra os bastidores da Televisão em Set de gravação de TV em 1961.- Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SET DE GRAVAÇÃO TV Jerry Lewis - 1961.avi
  • (18) O Diretor de TV Sérgio Reis na Piratini nos anos 60 - Reprodução do autor. Disponíveis em: BR–CMIYV–CMIFCPRTV–FOTOS TVE-TV PIRATINI-Sérgio Reis-Diretor de TV-PB,10x08 - 1960.jpg
  • (19) O Operador de Vídeo Neide Marques na TV Piratini nos anos 60 - Reproduções do autor. Disponíveis em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  OP. DE CCU - PB,10x08 -1960.jpg
  • (20) Reprodução do original. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS CLAUDIA - CONSTRUÇÃO DA TV PIRATINI - PB,10x08 1958.jpg
  • (21) Jornal Diário de Notícias. Inauguração da TV PIRATINI - 20.12.1959 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI  - RECORTE JORNAL DIARIO DE NOT. INAUGURACAO TVPIRATINI - 1959. jpg.
  • (22) Família contemplando a novidade em 1960. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FAMILIA ASSISTINDO TV - RECORTE DIARIO DE NOT- JAN. 1960
  • (23) Estúdio Geral na TV PIRATINI em 1960. -Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - ESTÚDIO - JAN. 1960. jpg
  • (24) Vinheta usada no início das operações da TV PIRATINI CANAL 5 DE PORTO ALEGRE em 1959.  - Reprodução do autor. Disponível em: EM: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- VINHETA TUPI-PIRATINI - 1959.avi
  • (25) VT Os Televizinhos produzido por Roberto Tieitzmann -1995. - Reprodução do autor: CD ROM - SOFTWARE MULTIMÍDIA "TV PIRATINI - OS ANOS HERÓICOS" 1995, ROBERTO TIEITZMANN. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-TELEVIZINHOS TV PIRATINI.1960.PB.16mm. avi.
  • (26a) A TV PIRATINI em 1959. - 
    Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-inauguração da TV PIRATINI-1959.avi

  • (26) A jornalista Célia Aito fala sobre os televizinhos de 1960. - BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS - ENTREVISTAS Piratini – Celia Victorino televizinhos 1.avi
  • (27) Edição do Correio do Povo do dia 20.12.1959. - Disponíveis em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – TVE - PIRATINI - REC.JORN. MCSHJC - CORREIO DO POVO - 1 - 20.12.1959 p17 detalhe.jpg.
  • (28) Edição Correio do Povo. Disponíveis em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – TVE - PIRATINI - REC.JORN. MCSHJC - CORREIODOPOVO - 1 - 20.12.1959 p17 geral. Original disponível no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. jpg.
  • (29) Ênio Rockembach diz o porque da TV Piratini possuir este nome. VT Migração do autor. Disponíve em: http://www.youtube.com/watch?v=Z0qFSjP_t_g. avi
  • (30) Sérgio Reis (E), Nelson Vaccari e Valmor Bergesch, diretores da TV Piratini em 1959. 300x225. avi. Cópia do autor. Disponível em: http://portal3.com.br/wp/pai-da-tv-no-estado-fala-ao-portal3. jpg
  • (31) Flavinho e Carlos Schneider falam sobre as funções em 1960. - Migração do autor. Disponível em:BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Flavinho e Carlos Schneider 1 - 1995. avi.
  • (32) Carlos Schneider falam sobre as funções em 1960. -Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 2 - 1995. avi
  • (33) Nelson Cardoso fala sobre as funções em 1960. -Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Nelson Cardoso 2 - 1995. avi.
  • (34) Dorival Cabrera fala sobre a maquiagem em 1960. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Dorival Cabrera 01 - 1995.avi.
  • (35) Revista TV SUL de 1963. A programação da TV PIRATINI. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI REVISTA TVSUL 01.08.1963.jpg.
  • (36) Jornal Diário de Notícias. Anúncio da TV PIRATINI - 20.11.1959 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI  - RECORTE JORNAL DIARIO DE NOT. chamada locut. apresentadora. TV PIRATINI - 1959. jpg
  • (37) Audiência garantida no Show Willys. - 
  • Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - SHOW WILLYS 23.10.1965.jpg.
  • (38) Sérgio Reis fala sobre a sinergia na Piratini em 1960.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Sérgio Reis 03 - 1995.avi.
  • (39) Clube do Guri Neugebauer em 1960 na Piratini. Cópia do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - CLUB DO GURI - ARI REGO 1960.jpg.
  • (40) Apresentadora Gracinda com entrevistada em 1961 na Piratini. - Cópia do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  GRACINDA com CAMERA - FOTO AUGUSTO F. CARNEIRO.PB,18x12. jpg.
  • (41) Nelson Cardoso sobre as dificuldades de se fazer TV em 1960. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Nelson Cardoso 3 - 1995.avi
  • (42) Carlos Schneider, Marisa Fernandes e Luiz Carlos Magalhães contam como era feita a TV Piratini em 1960. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-Carlos Schneider, Mariza Fernandes e Luiz Carlos Magalhães - 1995.avi
  • (43) Zamba conta sobre o Águia Negra da TV Piratini em 1960. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- ERANI DA SILVA - ZAMBA 1 - 1995.avi.
  • (44) Seriado Daktari episódio telecinado de 16mm, dublagem Rio som com certificado de censura. Disponível em:http://www.youtube.com/watch?v=7iMv8glpm9s.avi
  • (45a-b) A Comédia Alô Doçura com John Herbert e Eva Wilma em 1960 - Reprodução do autor. Disponível em: http://eva.wilma.blogspot.com.jpg
  • (46) Comédia Romantica Alô Doçura - 1959 - Exibida na Piratini - Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vEh7J7hQ4c4. avi
  • (47) O TV SAMBA NA PIRATINI COM APRESENTAÇÃO DE SAYÃO LOBATO.  - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - SAYAO LOBATO -TV SAMBA 01.jpg
  • (48) FESTA BRASIL DREHER COM GEÓRGIA GOMIDE JOEL DE ALMEIDA - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FESTA BRAS.DREHER GEÓRGIA GOMIDE JOEL DE ALMEIDA- PB,18x12.jpg
  • (49) Grande Show Wallig atração garantida no Canal 5 em 1961. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI- CARTAZ GRANDE SHOW WALITA -1961.jpg
  • (50) The Claytons no Canal 5 em 1967. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - The Claytons Morro Santa Tereza - 1967.jpg
  • (51) Carlos Schneider e Ênio Rockembach falam sobre os eventos. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 2 - 1995.avi
  • (52) Programa Saliman Jr. Elis Regina e Conjunto Norberto Baldalf.  - Reprodução do autor. Original do MUTUCA em: http://www.myspace.com/mutuca/photos/12353909.jpg.
  • (53) Carlos Schneider fala sobre os eventos. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 3 - 1995.avi.
  • (54) Patrulheiro Toddy nos intervalos. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  PATRULHEIROS TODDY PB.jpg
  • (55) Renato Cardoso e Batista Filho falam sobre o Conversas de Arquibancada. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Renato Cardoso e Batista Filho - 1995.avi.
  • (56) Box na Piratini - Teleringue - Recorte do Diário de Notícias - Reprodução do autor - Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Teleringue - 1961.jpg
  • (57) Renato Cardoso fala sobre o Teleringue. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Renato Cardoso - 1995.avi.
  • (58) Equipe de externas cobrindo as carreteiras na zona sul de porto alegre. - 
    Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  caminhão de externa Piratini PB..jpg
  • (59) Carlos Schneider fala sobre as transmissões das corridas.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 4 - 1995.avi.
  • (60) Imagens originais das carreteiras filmadas em 8mm em 1964 - Filme original do autor. Disponível emhttp://www.youtube.com/watch?v=kauO_5wet_s.avi
  • (61) Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  COMERCIAL AO VIVO LAVAROUPA WESTINGHOUSE - PB,18x12.jpg
  • (62) Garota Propagandoa Margarida Spessato na Piratini em 1960. - Reprodução do autor. Disponível em:BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - garota prop Margarida Spessato. PB 18x24.jpg
  • (63) Avião da REAL no Aeroporto de porto alegre.- Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -  Avião da REAL PB.jpg
  • (64) Odilon Lopez e os comerciais da PIRATINI em 1960.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 2- 1995.avi
  • (65) Carlos Schneider fala sobre os comerciais. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 4 - 1995.avi
  • (66) Ênio Rockembach e Carlos Schneider falam sobre os comerciais. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Ênio Rockembach e Carlos Schneider - 1995.avi.
  • (67) Flávio Goulart fala sobre a correia e ocupação dos estúdios na Piratini. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Flávio Goulart  2- 1995.avi
  • (68)Sérgio Reis fala sobre os comerciais. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 4 - 1995.avi
  • (69) TELEFOTO da Equipe da TV PIRATINI na Festa da Uva em 1962 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - Festa da Uva UP1 PB TLFTO.jpg.
  • (70) Flávio Goulart e Renato Cardoso falam sobre o batismo de fogo da TV PIRATINI. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-Flavinho e Renato Cardoso- 1995.avi
  • (71)Sérgio Reis fala sobre o jornalismo. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP-SÉRGIO REIS 5 - 1995.avi
  • (72) Odilon Lopez e os poucos recursos do telejornalismo de 60. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 3- 1995.avi
  • (73) Charge de SamPaulo publicado no Diário de Notícias em 8 de novembro de 1959- Reprodução do autor. Disponível no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa - Setor de Imprensa - Jornais Raros.jpg.
  • (74) Sergio Reis e Carlos Schneider falam sobre o Repórter Esso. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Sergio Reis e Carlos Schneider 3- 1995.avi
  • (75) Repórter Esso. Um para casa Emissora. - Disponível em: www.youtube.com/watch?v=O51qmZeJh4g.avi
  • (76) Script do telejornal Diário de Notícias doado ao autor por Odilon Lopez - Imagem do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI -script piratini Diário de Notícias 8.2.69 lauda 1.jpg
  • (77) Odilon Lopez e Telejornal Diário de Notícias na TV - 
    Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 4- 1995.avi
  • (78) Patrocínio no programa Varig Convida de Ernani Behs no Diário de Notícias. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – Varig Convida.jpg
  • (79) Telecine da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - telecine Piratini 1 - slide 1992,jpg
  • (80) Telecine usado pela Piratini, o mesmo modelo do slide. - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - telecine da Piratini - 18x23 pb.jpg
  • (81) Imagem parcial do Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - slide 1992.jpg
  • (82) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 2 Piratini - slide 1992.jpg
  • (83) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 3 Piratini - slide 1992.jpg
  • (84) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 3 Piratini - slide 1992.jpg
  • (85) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 4 Piratini - slide 1992.jpg
  • (86) Câmera RCA da Piratini no extinto Museu da TVE em 1992 - Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - Câmera 5 Piratini - slide 1992.jpg
  • (87) Carrossel da RCA da Piratini em 1960. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carrossel de lentes - 1995.avi.
  • (88) Zamba conta sobre o Zoom em 1960. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- ERANI DA SILVA - ZAMBA 2 - 1995.avi.
  • (89) Ivete Brandalise em off. - Reprodução do autor. Disponível em: www.carosouvintes.org.br/blog/?cat=98&paged=144.jpg.
  • (90) Em primeiro plano um dos CCU's usados na Piratini no extinto Museu da TVE.- Slide do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE – MUSEU - GERAL - slide - 1992.jpg
  • (91) TELEFOTO da Equipe da TV PIRATINI no Diários Associados Zona Sul de Porto Alegre em 1961 - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - UP2 PB 18x24.jpg.
  • (92) Carlos Schneider fala sobre fazer televisão ao vivo.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 6 - 1995.avi
  • (93) Odilon Lopez e a revelação das películas.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Odilon Lopez 5- 1995.avi
  • (94) Flávio Goulart fala sobre a chegada do vt na Piratini.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Flávio Goulart - 1995.avi
  • (95) VT RCA Quadruplex usado na Piratini e posteriormente na TVE.- Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=3mngsGDjD5U.avi
  • (96) Dorival Cabreira fala sobre o efeito que o videotape teve sobre a Piratini. - Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Dorival Cabreira 2 - 1995.avi
  • (97) Carlos Schneider fala sobre sua trajetória na Piratini.- Migração do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – VIDEOS-HP- Carlos Schneider 7 - 1995.avi
  • (98) Anúncio da revista O Cruzeiro da TV PIRATINI- Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - O CRUZEIRO PB 18x24.jpg.
  • (99) Entrada da TV Piratini na década de 1960. Ponto turístico de Porto Alegre - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FACHADA JOVENS FOTO Jonatas Dornelles. jpg
  • (100) Entrada da TV Piratini em 1963. Ponto turístico de Porto Alegre - Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FACHADA Familia. jpg
  • (101) Entrada da TV Piratini em 1978.- Reprodução do autor. Disponível em: BR – CMIYV – CMIFCPRTV – FOTOS TVE - TV PIRATINI - FACHADA 78.jpg



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A obra FUNDO DA GAVETA DO YURI de Yuri Victorino Inácio da Silva foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 3.0  Não Adaptada. Com base na obra disponível em www.projetores-yuri.blogspot.com.
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